domingo, 3 de agosto de 2008

Tailândia

Ao sair de Bali, mas com muita vontade de ficar, fui prá Jakarta fazer uma rápida conexão para seguir a aventura, mesmo adorando Bali não podia ficar por lá, afinal a proposta era dar a volta ao mundo, rsrs, e foi devidamente cumprida.
Em Jakarta desci no terminal de vôos domésticos e precisava ir para o internacional, ao procurar informações, um "gentil taxista" se ofereceu para por apenas 20.000 rúpias, cerca de 2 dólares me deixar no outro terminal, dizendo que era distante, incrível como a desonestidade se faz perceber mesmo sem conhecer o lugar e entender direito a língua falada, disse um sonoro não prá ele e fui procurar informações,aí sim um gentil indonésio que estava à porta de um restaurante captando clientes me informou que havia um micro-ônibus GRÁTIS que passava bem à frente do restaurante, apenas 10 passos, a cada 10 minutos, peguei o citado veículo e fui para o terminal internacional, de lá parti para outra conexão, desta vez em Hong Kong, local então, já por mim conhecido.
Conexão rápida e bem feita de Hong Kong para Bangkok na Tailândia, o próximo destino, e sempre aquela pergunta; o que será que me espera agora? o que vai acontecer?
Cheguei na capital tailandesa à noite e fui procurar o motorista que deveria estar me aguardando para levar para o hostel, diga-se de passagem melhor que muito hotel, mas ao chegar ao local combinado o mesmo não estava lá, como combinado pedi para anunciá-lo, e aí aumentou o meu bem estar com o povo tailandês, pois fui atendido com muita atenção e simpatia no balcão de informações do aeroporto por duas lindas tailandesas, hehe. Antes ao ir fazer a imigração, o rapaz que verificava os passaportes na fila, com muita educação, me pediu para retirar-me da fila e procurar primeiro o setor de agência sanitária, argumentei que possuía a carteira de vacinação contra a febre amarela, mas não adiantou, ele me disse que teria que preencher um formulário no setor. Eu até havia visto o aviso que moradores do Brasil, Argentina, Nigéria, Bolívia, Peru, Moçambique e outros países do terceiro mundo precisariam passar na vigilância sanitária, mas achei(e qdo se acha, normalmente se acha errado) que como tinha a carteira de vacinação estaria tudo bem, nem li o aviso todo, e me ferrei, ahahahaha. Mas valeu voltar, o atendente foi super-atencioso e bem-humorado no atendimento e ainda tive a possibilidade de ajudar uma família argentina que não falava inglês e estavam bem enrolados, ajudei até o atendente com informações sobre o visto americano de um dos argentinos, quase arrumei emprego na Tailândia,kkkkkk e conheci um moçambicano muito gente boa, que acabei dando uma ajuda no preenchimento do formulário, acabou portanto sendo muito prazerosa a ida a vigilância sanitária. Ao voltar à imigração, me dirigi normalmente ao final da fila(nada de atitudes brasileiras de procurar alguém, aos berros, dizendo que já havia ficado na fila e que deveria ser atendido logo,rsrs), porém, o mesmo rapaz que havia verificado meu passaporte anteriormente veio rapidamente e me retirou da fila, encaminhado-me ao guichê dos diplomatas, novamente muito bem atendido, e assim foi, com calma, sem stress, sem querer ser o esperto, sem jeitinho brasileiro, toda a viagem transcorreu bem, só com alegrias e muita ajuda de todos.
Bangkok é uma cidade incrível, tumultuada, trânsito louco e engarrafado, muuuuita gente, uma correria só, mas ao mesmo tempo os tailandeses são muito gentis e sempre prontos a nos ajudar com muita simpatia e um sorriso no rosto.
No hostel o atendimento era tão bom que às vezes até me deixava sem graça, as recepcionistas chamavam o táxi e se o motorista não falasse inglês lá ia uma delas falar com ele e explicar o destino, às vezes largavam o almoço e iam correndo me auxiliar, assim como aos demais hóspedes, e sempre com a saudação oriental de mãos postas, lindas.
Muito turista na cidade, há o turismo espiritual, o normal como fiz e o de compras, inclusive nos folder que dão dicas de turismo, todos citam vários centros de compras, e com razão, lá é tudo barato, em especial os eletrônicos, baratíssimos, nem no Paraguai é tão barato, ahahaha, os europeus saem de lá com 5, 6 malas só de compras e os shoppings, mercados, feiras e centros de compras são enormes, dão a maior canseira andar aquilo tudo e a barganha é quase oficial, tem que pechinchar sempre.
Tem um bom transporte público, com o skytrain(metrô de superfície) muito eficiente, mas lotado no horário de rush, e até o rio é usado como via de transporte público, de barco se vai em boas e distantes partes da cidade, e o preço? em torno de 20 centavos de real, e acaba sendo um passeio turístico pelo rio, inclusive lotado de turistas.
O principal templo budista, onde está tbm o palácio do governo, não dá prá dizer o quanto é grandioso e maravilhoso, não há palavras que o defina, nem mesmo as fotos são capazes disso, é algo realmente fantástico, uma das maiores maravilhas que já vi no mundo, pela grandiosidade, pelos detalhes, pela riqueza e pela devoção que a população tem por ele. E ainda vi os monges budistas passeando por lá, foi algo emocionante, dali já podia sair da Tailândia pois já valeria a viagem até lá, mas ainda tinha mais, um belíssimo parque no centro da cidade, muito verde, lago com lagartos aquáticos gigantes e soltos, mas sem ameaçar ninguém, pessoas fazendo exercícios, passeando, namorando, fotografando, nem parece que por todo lado tem uma metrópole em pura correria.
A comida tailandesa é muito especial e deliciosa e tem um excelente preço.
Na nigth tem um local cheio de bares com mesas na calçada onde é ponto de encontro dos turistas, em especial os mochileiros(que são a grande maioria dos turistas europeus) e o papo rola solto, sem frescuras, discriminações, sem medo, é pura troca de conhecimentos e informações, e muuuuuuuuita cerveja.
Ah, comi uma barca de sushi por menos de 5 dólares, em uma restaurante longe do centro turístico, e estava delicioso.
Incrível como mesmo as pessoas que não falam nada de inglês acabam nos entendendo, talvez pq eles estão sempre alegres e dispostos a atender bem, assim foi qdo fui comprar frutas na feira, gatorade no seven-eleven, cortar o cabelo(é cortei o cabelo na Tailândia e ficou legal, kkkkk), no táxi. Por falar em táxi, tem os tuk tuks, os famosos triciclos com motor de moto, são barulhentos e esquentam muito onde ficam os passageiros, pois o banco é em cima do motor, mas vale a pena, afinal é uma espécie de táxi(há tbm o táxi comum, como aqui)e no trânsito engarrafado é a melhor maneira de se locomover, os motoristas são completamente loucos, entram em qualquer espaço, mas até param prá vc ir ao mercado comprar água, sem medo de vc fugir, ahahaha.
Valeu Bangkok, e com certeza a Tailândia, como eles mesmo me disseram, tem muito mais prá conhecer, belas praias, paraísos exóticos e espirituais, quem sabe na próxima volta ao mundo,hehe.
Com mais este conhecimento adquirido parti rumo a Londres, a pomposa capital inglesa, em breve com as fotos e relatos sobre a viagem na terra da rainha.

2 comentários:

Rogério disse...

O Seven-eleven já chegou lá?!?!? Esse mundo tá ficando pequeno...

Luís Alberto disse...

Valeu pelas informações, um verdadeiro toteiro para grandes e inesquecíveis viagens.